Como as bijuterias podem afetar sua saúde?

No universo feminino existem tantos tipos de acessórios, para todos os tipos de gostos, que é até difícil quantificar todos. São brincos, colares, gargantilhas, presilhas, entre outros… Mas o acessório mais perigoso de todos é a bijuteria.

Encontrada facilmente em diversas cores e tamanhos, as bijuterias são acessórios de baixíssimo custo, o que atrai muitas consumidoras.

Contudo, esse produto é extremamente perigoso para a saúde, principalmente se usado por muito tempo em contato com a pele. Saiba mais sobre porque as bijuterias podem afetar sua saúde no artigo de hoje!

O que caracteriza uma bijuteria?

Primeiro é necessário entender o que é uma bijuteria e de que ela é formada.

Ao contrário das joias e semijoias, a bijuteria não é composta por metais nobres. Seu metal base costuma ser de latão, alumínio ou outras ligas de zinco.

Em geral, as bijuterias apenas recebem uma camada de tinta dourada para se assemelhar ao ouro. As pedras coladas nas “bijus” são imitações de plástico, que se descolam facilmente.

Além disso, ao contrário da revenda de semijoias, que produz peças por encomenda, a bijuteria é produzida para consumo massivo. Ou seja, as bijus saem em grandes lotes, sem muita preocupação com seu design ou material.

Por esse motivo, elas têm baixa durabilidade, oxidam facilmente e até mancham a pele quando vão perdendo a tinta, o que nos faz questionar a procedência dos materiais utilizados em sua produção.

Qual é o real perigo da bijuteria?

Apesar do brilho, as bijuterias escondem o perigo de metais pesados em sua composição: desde o cádmio ao chumbo em altas concentrações.

Desde 2016, o Inmetro estabeleceu um limite para os níveis de chumbo e cádmio nas bijuterias produzidas no Brasil, mas a própria instituição identificou que, na prática, a concentração desses metais alcança até 60 vezes mais do que o permitido.

O maior problema disso, é que considerando a nossa saúde, não podemos contar com a fiscalização para garantir que os limites sejam respeitados, não é mesmo?

Essas substâncias são tóxicas e oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde.

Teoricamente, esses compostos não são perigosos para o ser humano, mas como os banhos de tinta das bijuterias são de baixa qualidade, o próprio suor retira a tinta do acessório e os metais são absorvidos pela pele.

Consequência do cádmio e chumbo para o corpo

As principais consequências do uso de bijuterias para a saúde são:

  • Causa irritação e coceira na pele;
  • Aumenta os riscos de problemas cardiovasculares e pulmonares;
  • Maior chance de câncer de mama;
  • Prejudicam o desenvolvimento do cérebro infantil – caso as bijus sejam usadas por crianças;
  • Faz os ossos perderem a densidade, aumentando os riscos de fratura e casos de artrite e osteoporose na velhice;
  • O cádmio afeta as funções renais e hepáticas.

O pior entre de tudo é que nosso corpo expele os compostos em uma quantidade 100 vezes menor do que sua absorção. Ou seja, acumulamos os metais no corpo e não eliminamos com facilidade.

Dicas para comprar apenas acessórios de qualidade

Para não correr o risco de comprar uma bijuteria acreditando que é uma semijoia, aqui vão algumas dicas para verificar a procedência do material:

  • Primeiro de tudo, não compre em lojas que vendam brincos e colares por R$ 5 ou R$ 10. Materiais de qualidade são bem mais caros que isso para produzir;
  • Procure uma revendedora de semijoias, de preferência de uma marca com credibilidade;
  • Desconfie de anéis com muitos relevos em sua parte interna. Semijoias de qualidade possuem uma superfície lisa;
  • Evite comprar acessórios da China.

Agora que você já sabe mais sobre os perigos da bijuteria para a sua saúde, preze sempre por usar acessórios de qualidade.

Deixe as bijuterias apenas para uma situação de urgência e passe uma camada de esmalte nelas antes de usar. Para descartar, leve os acessórios em um local de reciclagem de metais.

Ainda tem alguma dúvida sobre esse assunto? Deixe seu comentário!